Cromossomo 21: Filme lançado ontem debate o amor e o preconceito

Em uma sala lotada, Cromossomo 21 foi lançado em sessão especial no Palácio dos Festivais nesta terça-feira. O longa é protagonizado por Adriele Lopes, 29 anos, que tem síndrome de Down. Na trama, ela vive Vitória, jovem que se apaixona por um ator de teatro, Afonso (Luís Fernando Irgang), de família abastada. Juntos, eles experimentam suas diferenças e precisam lidar com a interferência de familiares. Além de discutir o preconceito que as pessoas com síndrome de Down enfrentam, Cromossomo 21 tem outro mote:

– O filme é uma história de amor. De uma jovem com Down com outro sem – resume Adriele, que estreou como atriz no longa e é técnica em nutrição e dietética.

A ideia do enredo surgiu quando o diretor Alex Duarte, então estagiário de um jornal de São Luiz Gonzaga, foi cobrir a aprovação de Adriele no vestibular. – Eu fui cheio de dedos, não sabia como interagir. Fiquei com medo. Quando cheguei lá, ela me virou do avesso. Me questionou: “Alex, será que um dia vou amar nessa vida? Ninguém me convida para sair. Você acha que eu tenho amigos de verdade?” – lembra o cineasta, que já havia dirigido o documentário Haiti – A missão de nossas vidas.

Assim como Alex, Luís Fernando também teve receio em atuar com Adriele: – Eu não sabia como lidar com algumas situações. Era algo desconhecido pra mim. Amadureci muito – conta o ator.

Em Cromossomo 21, a experiente Deborah Finocchiaro vive Catarina, mãe de Vitória: – Ajudava sempre que podia, adoro dirigir também. Foi muito fluido. Quando travava alguma coisa, eu falava “vamos lá, Adri, vamos respirar e fazer de novo”. Procurei aprender com ela e contribuir para que ela percebesse o que era a cena.

Depois de sua primeira experiência atuando, Adriele não descarta atuar novamente: – Eu ia gostar muito de fazer outro filme. Quem sabe?

Cromossomo 21 foi o pontapé para o projeto no qual Alex realiza palestras inclusivas, um livro com a história do longa e uma pesquisa sobre histórias de pessoas com síndrome de Down. Tudo fruto do contato inicial do diretor com a protagonista: – Adriele mudou a minha vida.

Via Zero Hora

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