II Roda de Conversa Sobre Síndrome de Down

A Defensoria Pública de Pernambuco em parceria com a ASPAD – Associação de Pais e Amigos de Pessoas com Síndrome de Down – realizou nesta quinta-feira (10), no Auditório Defensor Público Thiago Cesar Abrantes Olímpio, Segunda Roda de Conversa sobre Síndrome de Down com o tema: Um Novo Olhar e Novas Perspectivas. Assuntos como diagnóstico e intervenção precoce, acolhimento e acesso ao plano terapêutico, inclusão escolar e minha vida com Síndrome de Down foram discutidos durante toda a tarde.

Na solenidade de abertura, a mesa foi composta pelo Defensor Público Geral de Pernambuco, Manoel Jerônimo de Melo Neto; por André Carneio Leão, chefe da Defensoria Pública da União em Recife, pela Subdefensora de Recursos Cíveis e Criminais, Roberta Pitanga e pela médica Paula Arruda, diretora da Associação Novo Rumo. Na Defensoria do Estado, a ação é coordenada pela Defensora Pública Nátalli Brandi e Roberta Pitanga.

Na ocasião, o DPG e o chefe da DPU assinaram o Acordo de Cooperação firmando o pioneirismo das Defensorias Públicas no acolhimento e na defesa de pessoas com deficiência. Na oportunidade, a Defensora Pública Nátalli Brandi falou sobre o Grupo de Trabalho que pretende ouvir e aprender com a luta cotidiana dos familiares e dos portadores de necessidades especiais. “Vamos oferecer um serviço exclusivo para familiares e portadores de necessidades especiais. A partir de Julho o GT começa a funcionar todas as quintas-feiras na Sede da DPU – sempre com a presença de um Defensor Estadual e outro Federal”.

O DPG destacou em seu discurso o papel da Defensoria Pública: “Temos o dever de resgatar a cidadania dos nossos assistidos que precisam ser tratados com dignidade e respeito e a Defensoria Pública de Pernambuco firmando o compromisso com o nosso povo, não irá se furtar para fazer valer o direito desses cidadãos”.

Andre Carneiro Leão, enfatizou a parceria das defensorias com a sociedade que luta diariamente pela causa dos portadores de síndorme de down : “As duas Defensorias caminham para um novo rumo, para fazer algo diferente e Pernambuco como não poderia deixar de ser o primeiro, talvez no porvir, inicia essa parceria dando exemplo para todo país de como deve funcionar as estruturas de um modo geral.”

Para a Defensora Roberta Pitanga, a Segunda Roda de Diálogo representa um marco na história da Defensoria: “Já estamos lutando há alguns meses. A assinatura do Termo de Cooperação entre a DPU e DPPE nos possibilita de trabalhar juntos pelas pessoas com deficiência”.

O vereador do Recife e ex-presidente da OAB/PE, Jayme Asfora (PMDB), compareceu a solenidade. “Saio muito animado daqui e me disponho a ajudar envolvendo a OAB nessa causa. Dentro das minhas atribuições, na Câmara dos Vereadores posso convocar audiência pública convidando os secretários municipais de Saúde e Educação para ampliar o debate sobre deficiências de um modo geral”, garantiu.

Em uma segunda rodada de debates, foram convidadas para compor a mesa, duas mães de crianças com down. A advogada Renata Sonoda e a Procuradora da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Juliana Salazar, tiveram oportunidade de compartilhar com o público as experiências. “A partir do nascimento da minha filha, abracei uma causa maravilhosa, foi um presente de Deus na minha vida, enfatizou Renata”. “Se a equipe médica não deu a notícia de uma forma perfeita, deu de uma forma humana. O que foi mais difícil na notícia foi o medo do desconhecido, mas depois as coisas vão acontecendo e  tudo vai se acalmando, disse Juliana.”

PRESENÇAS: Além das já citadas, estiveram presentes Fernanda Marques, Defensora Pública da União; Maria Teresa, representando a Secretaria Estadual da Mulher; representantes da Secretaria Municipal de Saúde de Educação, entre outras representações da sociedade civil.

Síndrome de Down

A Síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, é causada por um erro acidental na divisão das células durante a fecundação. Como se sabe, todos os tecidos do organismo são formados por coleções de células. O núcleo de cada uma delas contém 46 cromossomos, 23 herdados da mãe e 23 herdados do pai. Nos portadores da síndrome, em vez de dois cromossomos no par 21, existem três cromossomos iguais.

Não faz muito tempo, crianças nascidas com Down eram afastadas do grupo social e familiar e, em geral, não viviam mais do que 30, 35 anos. À medida, porém, que se investiu na estimulação precoce para estimular o desenvolvimento dessas crianças e de suas potencialidades, a expectativa de vida aumentou consideravelmente e, embora num ritmo mais lento, elas se mostraram capazes de vencer as limitações e foram sendo integradas na sociedade.

Via DPPE

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